Formação Internacional em Reggio Emilia
Uma experiência de pesquisa, escuta e aprofundamento sobre a infância
Em maio de 2026, nossa diretora pedagógica, Emanuella Teles, participou de uma formação internacional em Reggio Emilia, na Itália, cidade reconhecida mundialmente por sua contribuição à Educação Infantil.
Ao longo dos dias de estudo, foram aprofundados temas fundamentais da abordagem, como a imagem da criança competente, a escuta como postura pedagógica, a documentação dos processos de aprendizagem, o ambiente como terceiro educador, as cem linguagens da criança, a criatividade, a pesquisa e a construção de currículos emergentes.
A experiência reafirmou a compreensão de que a educação se constrói nas relações entre crianças, adultos, espaços, tempos e contextos culturais, fortalecendo uma visão de infância baseada no protagonismo, na investigação e na participação.








No Ateliê das Infâncias, acreditamos que a formação continuada é um compromisso ético com a qualidade da educação. Por isso, investimos constantemente em estudos, pesquisas e experiências nacionais e internacionais que ampliam nosso olhar e qualificam nossas práticas pedagógicas.
Mais do que conhecer referências reconhecidas mundialmente, buscamos transformar esses aprendizados em experiências significativas para as crianças, construindo diariamente uma escola que valoriza a escuta, a criatividade, a pesquisa, a documentação e as múltiplas formas de aprender e se expressar.
Seguimos investindo na formação de nossa equipe porque acreditamos que educar é um processo permanente de pesquisa, reflexão e transformação

Por que Reggio Emilia inspira o mundo?
A recente visita da princesa Kate Middleton a Reggio Emilia trouxe novamente visibilidade para uma experiência educativa que, há décadas, inspira educadores em diferentes países.
Mais do que uma metodologia, Reggio Emilia representa uma cultura da infância construída coletivamente após a Segunda Guerra Mundial. Sob a inspiração de Loris Malaguzzi, desenvolveu-se uma visão de criança como sujeito de direitos, competente, curiosa, potente e capaz de participar ativamente da construção do conhecimento.
Nessa perspectiva, a criança não aprende apenas porque alguém ensina. Ela aprende porque investiga, formula hipóteses, estabelece relações, dialoga, experimenta e atribui significados às experiências que vive.







Alguns princípios que sustentam essa abordagem são:
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A imagem da criança competente: a criança é protagonista dos processos de aprendizagem e produtora de cultura.
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A escuta como postura pedagógica: educar exige observar, interpretar e acolher as múltiplas formas pelas quais as crianças expressam seus pensamentos.
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O ambiente como terceiro educador: os espaços são organizados para favorecer encontros, pesquisas, relações e descobertas.
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As cem linguagens da criança: o pensamento infantil se manifesta por meio do desenho, da fala, do movimento, da construção, da música, da luz, da dramatização e de inúmeras outras formas de expressão.
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A documentação pedagógica: registrar não é apenas guardar memórias, mas tornar visíveis os processos de aprendizagem para crianças, educadores e famílias.








A visita da princesa reforça uma mensagem importante: quando uma sociedade investe na infância, investe no seu próprio futuro. Não por acaso, Reggio Emilia continua sendo referência internacional para aqueles que acreditam que a educação deve ser construída com respeito, pesquisa, participação e esperança.
Mais do que admirar Reggio Emilia, o desafio é traduzir seus princípios para a realidade de cada contexto, criando escolas que reconheçam a potência das crianças e a educação como uma experiência de construção coletiva.



